Google Wave

Posted by Bruno Fontes on novembro 12th, 2009

O que mais ouvi falar nos últimos dias, é que as pessoas não gostaram ou não entenderam para que serve exatamente o Google Wave. Porém ontem chegou a minha vez, recebi o convite e comecei a testar a ferramenta.

É claro, a lei de Murphy não falha. Logo após começar ocorreu o apagão no Rio, que me deixou na vontade.
Mas depois pude completar o teste e descobri uma fantástica ferramenta colaborativa!

Então se você ainda não entendeu como funciona e quer saber como usar o Google Wave, ou ainda ouviu dizer mas não sabe o que é, vou dar uma prévia.

Ao abrir, me lembrei um pouco do Microsoft Outlook, pastas na esquerda, junto com os contatos, a Caixa de Entrada (Inbox) ao centro, e o visualização das waves na direita.
Utilizando com mais calma, reparei que esta organização é personalizável, o que ajuda muito se você utilizar uma resolução menor.

A princípio, posso me arriscar a dizer que o Wave é uma mistura de e-mail, ou ainda do Gmail, com o Google Talk. Você pode enviar uma wave para a pessoa, que ficará na caixa de entrada dela até que ela entre e veja.
E se vocês dois estiverem online no mesmo momento, tem uma indicação de que a pessoa está online e um consegue ver o outro digitando, alterando ou incluindo qualquer coisa na Wave.
Cada insersão desta, que assemelha-se a uma mensagem de gtalk, chama-se blip.

Mas a grande diferença aí, é que você pode editar os blips enviados!

Agora pense nas possibilidades: Ao editar um blip, podemos organizar um material já enviado anteriormente e manter aquele “documento” (neste momento me lembra um pouco o Google Docs, com compartilhamento) sempre atualizado, com toda a linha do tempo e debate de como se chegou e porque se chegou naquela conclusão nos blips subsequentes.

Para melhorar ainda mais, cada wave pode ter vários participantes, e ser aplicados tags, tornando assim uma ótima ferramenta para fazer trabalhos de faculdade, pós ou mesmo trabalhar, quando se tem muita gente participando e precisa-se chegar a um resultado comum. Eu já estou usando com propósito parecido e digo, estou adorando!

Para finalizar com chave de ouro, além de ter a possibilidade de incluir anexos, fotos, vídeos etc nos blips diretamente, ou por meio de busca no Google de dentro do próprio wave e o inserir, a Google abriu as portas de vez para a inovação, permitindo a instalção de plugins!

Para ser perfeito mesmo, só faltou o Wave aceitar receber e-mails, já que utiliza o mesmo padrão de endereçamento para seus contatos. Pelo menos nos testes que fiz, não recebi mensagem de erro ao enviar um e-mail para o meu Google Wave, mas também não recebi o e-mail no Wave.

É óbvio, a ferramenta acabou de ser lançada e ainda tem alguns pequenos bugs, mas nada que não seja corrigido durante o tempo.

E você, já usou? Gostou? Odiou? Deixe sua opinião aqui!

#ShrekCamp ou #BolinhaCamp

Posted by Bruno Fontes on novembro 8th, 2009

Ogros são sempre ogros, mesmo que disfarçados de nerds.

Foi pensando nisso, que resolvemos abrir este espaço. Enquanto nossas namoradas, noivas e esposas estão no #LuluzinhaCampRJ, nós, ogros de carteirinha, vamos aproveitar o espaço e ter o nosso encontro!

O motivo principal é falar de nossos assuntos preferidos. Muito video-game, RPG, seriados, cultura nerd e qualquer outro papo que for de interesse na hora! É claro, tudo isso movido a cerveja!

Mas além disto, vamos aproveitar para rivalizar com as meninas! Mostrar para elas como é que se faz um evento de verdade, um evento ogro de verdade! E para isso adotamos um segundo nome, o #BolinhaCamp.

O dia e horário é muito fácil, o mesmo delas: 14/11/09, das 13h às 19h.

E o local: Devassa Flamengo. Assim podemos deixá-las no #LuluzinhaCampRJ e correr pro bar evento!

Mapa do local: http://migre.me/b5zb

Para se inscrever, é só clicar aqui: http://migre.me/aNDz

E se quiser falar com os organizados, é só entrar em contato comigo (@brunofontes) ou com o Pedro Cardoso (@pedrocardoso)

Acompanhe o que andam falando sobre o #ShrekCamp / #BolinhaCamp na barra lateral!

O país do medo

Posted by Bruno Fontes on outubro 21st, 2009

Você acorda de manhã, dá aquela caminhada gostosa até a padaria em uma manhã de sol. É um sábado, você não precisa ter pressa. Pode aproveitar para se distrair e relaxar quando ouve um estampido. Qual a primeira reação? Olhar ao redor e garantir que não é tiro.
Agora se fosse a noite que você estivesse indo na mesma padaria, nem tranquilo de casa sairia. Pior, talvez ficasse receoso de ir a pé.

Essa é a realidade do brasileiro. Não importa o dia, local ou horário, se está no Brasil, o medo é constante.
Medo de tiro, medo de assalto, sequestro relâmpago, roubo de carro, bater carteira, bala perdida, troca de tiros entre bandidos, guerra de tráfico ou até mesmo de levar fechada no trânsito, dar aquela buzinada e ser surpreendido com uma arma de quem o fechou apontada pra você.

O medo é tão grande que as pessoas deixam de sair, isso enfraquece o comércio, deixa o bairro mais triste e mais vazio, o que faz com que ele fique mais perigoso e se aumente o medo, gerando assim uma bola de neve.

Cores da noiteHoje temos o toque de recolher, não oficial, mas quem teria coragem de estar a pé, na rua, depois da meia noite?
As praças e parques são de uso quase exclusivo de moradores de rua. Para saber do que falo, basta sair da pequena área que é a Zona Sul do Rio e se aventurar por qualquer outra região. Centro, Zona Norte ou Zona Oeste! O que já era perigoso na Zona Sul, virou um “cada um por si” generalizado.

Me lembro que quando era menor, meus pais ficavam mais tranquilos quando havia polícia por perto. Hoje fico mais assustado, nunca se sabe quando algum marginal vai atacá-los. E se eu estiver passando por perto na hora?
Se estiver passando e vir muitos carros de polícia no bairro, o medo fica de lado e dá espaço ao pânico. Grande policiamento em um mesmo local no Rio significa que a situação está crítica.

Photo by Bruno FontesE se até a polícia tem medo dos bandidos, que fica mais claro em casos de roubos de carros, onde alguns policiais se recusam a subir favelas alegando ser perigoso, imagina para o cidadão comum?

O medo é tanto, que as vezes não se tem informações exatas se realmente está acontecendo algo em um bairro. Quem mora no local não tem coragem de sequer olhar pela janela, e os demais não tem coragem de ir até o local averiguar.

Neste final de semana alguns criminosos derrubaram um helicóptero da polícia a tiros. E agora, o que mais vai ser?
A regra continuará sendo ficar em casa? Continuando assim, nem poder mais ir trabalhar eu vou.

E como explicar para o meu filho, o dia que eu tiver, que ele não pode ter amigos ou brincar na rua pois é perigoso? Que os barulhos que ele ouve a noite são tiros, e os traçantes vermelhos não são fogos?

Se isto tudo não significa mais que o país está completamente entregue ao caos, eu não quero saber o que a expressão significa. Pra mim, o que acontece hoje já é pior do que o aceitável.

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Acho que aqui em cima eu estou seguro…

Mas como mudar? Difícil questão. Que político tem coragem de enfrentar toda esta criminalidade? Que juiz não aceitaria uma boa propina, sabendo que recusar poderia significar a morte de algum parente?

Então se não dá para começar por cima, que comece por baixo. Aqui, comigo e com você, ajudando a passar a maior quantidade de informações sobre tudo possível. Procurando votar não naquele que trará benefícios apenas para a sua carreira em específico, mas aquele político que tem visão geral do país e quer melhorá-lo como um todo!
Que tal utilizar mais o Disque Denúncia? Ou ainda tentar chamar a atenção de quem estiver no local ou mesmo da polícia sempre que ver algo estranho?

Como minhas ideias ainda estão um pouco limitadas, acabei de pensar neste post e escrever, então deixe sua ideia aqui. Vamos tentar chegar a um acordo de como transformar o nosso país em um lugar mais seguro para se viver.

Os "espertos" no trânsito

Posted by Bruno Fontes on outubro 5th, 2009

Mais um post sobre trânsito, mas não é para menos, já que cariocas não sabem dirigir.
Vejo inúmeras vezes pessoas avançando sinais vermelhos para andar a incríveis 50 Km/h em estradas de 80 ou 90 Km/h. Se não está com pressa, então avança pelo simples prazer de fazer o errado ou causar acidentes.

Mas só para complementar o que digo, vejam este vídeo que gravei na Av. Brasil. Reparem na irresponsabilidade dos motoristas! Não é esse o tipo de trânsito que eu quero na minha cidade!

E você, também faz isso? Costuma pensar sempre no próprio umbigo e esquece que, se todos colaborarem, o trânsito vai ser muito mais tranquilo para todos?

Procurem andar corretamente, siga a sua pista, mantenha a velocidade do limite máximo da pista, se quiser andar devagar, utilize SEMPRE a pista da extrema direita. A pista da extrema esquerda é APENAS para ultrapassagem, não para os veículos trafegarem. Não avance sinais, outro carro com velocidade pode estar passando e causar um acidente, onde será a frente do carro correto amassando a sua porta! E nunca utilize de recursos como saídas para retorno, faixa seletiva ou acostamento.
Além de complicar ainda mais o trânsito, engarrafam estas vias que são utilizadas por ambulâncias! Imagine se fosse alguém de sua família dentro da ambulância, necessitando chegar rápido ao hospital, porém as vias de passagem estão fechadas por “espertos” que querem apenas ultrapassar alguns carros e ganhar poucos segundos no trânsito?

O Despertar da Primavera

Posted by Bruno Fontes on setembro 30th, 2009

No fim da semana passada, a Path ganhou 2 convites para assistir ao musical O Despear da Primavera.
Por motivos um tanto quanto óbvios, fui acompanhá-la. Na verdade eu já estava com vontade de ir, umas semanas antes, mas outro$ fatore$ me impediram.

Ao chegar no teatro, a primeira surpresa: Eu estava com uma camisa exatamente da mesma cor do carpete e das cadeiras do teatro. Tirar uma foto da platéria ali poderia servir facilmente para um quadro do “Onde está o Wally?”.

Deixando os detalhes de lado, sentamos e esperamos alguns minutos para a peça começar. Ocorreu um atraso de aproximadamente 30 minutos, por problemas técnicos, e um dos atores estava com um pequeno corte na mão. Ainda assim a apresentação foi feita normalmente.

Logo no início a peça já vai dando a entender sobre o que fala e como fala. Apenas um pequeno detalhe na representação, mas já suficiente para começar a perceber o caminho que vai tomar.

Os atores, que eram bem jovens, mostraram uma incrível disposição e profissionalismo na atuação, assim como ao cantar, apesar de pequenas semitonadas em determinadas cenas por conta da movimentação em palco.
Já os músicos foram incríveis. Variações, mudanças rítmicas, tudo muito bem sincronizado e equalizado com a peça. Entretando, senti um pouco a falta de uma bateria mais “rasgada” em trechos onde o Rock marcava presença.
As cordas conseguiram mostrar suavidade e agressividade quando necessário, deixando claro não só a qualidade excepcional dos músicos, como também os arranjos maravilhosos.

O cenário foi ótimo: simples, porém bonito e bem representativo. Utilizando de técnicas de iluminação e pequenos recursos com fumaça, deram todo o clima necessário para um bom envolvimento na peça.

Mas o principal é a história, que apesar de escrita há 1 século atrás, ainda se mostra bem atual. Constrói-se um cenário um pouco gótico, mas de uma forma que leva a plateia a repensar seus conceitos e entender melhor a cabeça de alguns adolescentes.

Ainda que eu tenha gostado, devo acrescentar que nem tudo são flores e que houve um certo exagero em algumas cenas. É totalmente despresível esta necessidade de tentar chocar o público que, além de atrapalhar o andamento e entendimento do espetáculo, certamente vai afastar os mais puritanos.

Peço desculpas se houve algum erro no meu texto. Não estou revisando e ando bem cansado, mas queria escrever e publicar logo a minha crítica, antes que eu esqueça de alguns detalhes e/ou antes que a peça saia do teatro.

Se você quiser ler um review menos pessoal e com mais dados, não deixe de ler o Review do Musical O Despetar da Primavera, pelo Bits & Beijos.

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