Fone In-Ear Philips SHE9503 – Review

Posted by Bruno Fontes on junho 27th, 2010

Depois de 3 anos com o meu maravilhoso Audio Technica CK32 (Site traduzido pelo Google Translate já que o headphone só foi lançado no Japão), que tem um ótimo custo/benefício, o lado direito parou de funcionar.

Procurando um substituto, mas sem poder gastar, vi que eu não tinha como comprar outro igual. Cheguei a pensar em comprar um Sony MDR-NC22[bb] (com cancelamento ativo de ruído) depois de um amigo ter visto vendendo super barato e me mostrar que era ótimo. Como não encontrei o Sony pelo preço que ele havia visto, corri para opções mais baratas e que eu pudesse comprar no mesmo dia, sem precisar esperar.


Para ver a foto em tamanho maior, visite o meu flickr.

Então encontrei o Philips SHE9503. Não achei muitas informações, mas já tive 3 fones de ouvido Philips e nunca deixaram a desejar no custo/benefício. Aproveitei o baixo preço e não pensei 2 vezes.

Esquerda Philips - Direita CK32

Ele tem bons agudos, porém bem aveludados, e um forte grave, principalmente devido ao seu protetor de ouvido[bb], que ao contrário do CK32,  cobre as bordas dos auto-falantes, fortificando muito mais os graves. Fiz um teste utilizando os protetores do Audio Technica e minha suspeita se confirmou: os graves ficaram mais lisos e nos casos onde o grave estourava um pouco com as borrachas originais, agora estavam limpos. Porém, a impressão que tive é que além do grave mais forte original, ele também veda melhor o som externo.

Fiquei um pouco preocupado com a espessura do fio, bem mais fino que o dos meus antigos, o que me causou a impressão de que pode ser partido facilmente. Além disto, o diferente tamanho dos fios do fone esquerdo para o direito causam um certo desconforto. Além do lado esquerdo sair com mais facilidade do ouvido por sofrer mais pressão com o cabo menor, na hora de guardar a coisa também complica.

Um detalhe que eu gostei é o cabo vir repartido. São 60cm dos fones até o plug P2 macho e depois outro cabo complementando este de mais 60cm, que chegam nos 1.2m tradicionais. Já estou procurando novamente para o meu Nokia E63[bb] um headset que contém apenas o microfone, o botão para atender chamadas e a entrada para fone de ouvido. Já tive um desses antes e é super útil, quando queremos um headphone de qualidade sem abrir mão do headset.

O Philips SHE9503[bb] não é o melhor fone de ouvido que você vai encontrar, porém é uma ótima opção para quem quer um In-Ear (intra-auricular) pagando pouco. ;)

Vão alguns detalhes técnicos:

  • Frequência de resposta: 6 – 23 500 Hz
  • Impedância: 16 Ohm
  • Potência máxima de entrada: 50 mW
  • Sensibilidade: 102 dB

Mais informações no site da Philips.

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Difícil ajudar quem não quer ser ajudado

Posted by Bruno Fontes on junho 21st, 2010

Mais um jogo do Brasil na copa se foi. Assisti. Para mim, um jogo normal. Torci um pouco para o meu país, torci um pouco contra, para dar um pouco de felicidade para o outro time. Em algum momento fiquei balanceado até onde ouve uma falta proposital ou pura infelicidade. O Brasil ganhou, que bom. Jogadores do meu país conseguindo mais uma vitória, a segunda nesta copa.

Mas foi só acabar o jogo para começar a minha infelicidade. Exatamente da mesma forma que aconteceu da última vez que o flamengo[bb] foi campeão de sei lá o que (não acompanho futebol), o povo correu para as ruas. Mas ao invés de comemorar e brincar sem atrapalhar o próximo, o que vi novamente foram pessoas ensandecidas.

Elas corrias pelas ruas, buzinando, estourando bombas onde passavam carros (treme terra, para quem conhece), algumas motos andando pela contra-mão por uma avenida, carros fazendo pega, freando bruscamente e acelerando em cima de um público que ficava nas ruas assistindo e gritando, alegres. E para fechar com chave de ouro um reboque da Porto Seguro entrou na brincadeira, cruzando a avenida acelerando, freando bruscamente, travando rodas, para o deleite do público local. A coisa toda só acalmou mesmo ao chegar um carro de polícia, onde muitos correram e o pega terminou. Porém ainda se podia ouvir freadas e arrancadas fortes vez por outra durante 1 ou 2 horas seguintes.

O que me deixa chateado com isso tudo é que eu passo boa parte dos meus dias brigando, reclamando, delatando pelo twitter, pessoalmente e pelos meios corretos. Já perdi followers, enviei vários e-mails e perturbei SACs a cada vez que vejo alguma empresa/governo tratando o povo como animais. E aí tem um jogo, as pessoas saem de suas casas e realmente agem como animais…

Engraçado que eu já fiz até um post ensinando como reclamar de forma eficiente e agora me pego pensando em como reclamar do próprio povo. É claro que nestas horas apenas o 190 funciona. Mas antes sequer de pensar nisto, já estava passando um carro de polícia pelo local.

É este um dos motivos que tanto odeio futebol. No geral, é ao terminar os jogos em que este tipo de coisa acontece. Onde fica mais claro o desrespeite do brasileiro pelo próximo.

Enfim, escrevi este post apenas como desabafo. Não vou divulgar nem no twitter e nem em nenhum outro local. Tenho vários outros textos para escrever e não consigo por falta de tempo, mas tive que abrir essas aspas aqui.

*Post propositalmente sem imagens. Assim provavelmente você não vai ler ele por completo.

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Como é a vida para quem não gosta de futebol

Posted by Bruno Fontes on abril 19th, 2010

Cada país tem um esporte predileto. Nos EUA é o basquete[bb], porém na maioria dos outros, assim como aqui, a preferência é pelo futebol. O único detalhe que diferencia o Brasil da maioria dos outros países é que aqui o vôlei, a natação, o automobilismo, o tênis e tantos mais são lembrados apenas quando temos chances de medalhas.

Este desespero, doença ou fanatismo, como os próprios torcedores chamam, é que me causa a repulsa pelo esporte. Seja o Flamengo[bb], Vasco, Botafogo ou América, a questão continua sendo a mesma: o brasileiro se tornou monotemático, principalmente aos domingos.  E para entender como eu me sinto, imagine que você não goste de… desenho japonês[bb]!

Shaolin Soccer

Por algum motivo, você não gosta. O desenho em si você releva. Ele existe, está ali, mas como você não gosta, não assiste. Porém, ao seu redor, todas as pessoas, ricas ou pobres, crianças, adultos e idosos idolatram os desenhos japoneses. Há matérias sobre eles na capa de todos os jornais, todos os dias. Inclusive há jornais e programas televisivos do assunto, lojas espalhadas para todos os lados e em qualquer lugar que você chega o assunto é o mesmo. No elevador, twitter, há sempre alguém dizendo que o “Goku[bb]” é mais forte que o “Vegeta[bb]” e outro contestando. E a pergunta é sempre a mesma: “Você prefere Dragon Ball ou Cavaleiros do Zodíaco[bb]?”. Mas, não adianta responder que nem um e nem outro. Sempre irão insistir que você tem uma preferência.

Apesar de passar quase todos os dias desenho japonês na tv, é no domingo aonde se concentram os principais episódios. Aqueles chave, onde o personagem consegue, ou não, vencer o inimigo mais forte. Neste dia, não importa onde você vá: restaurantes, botequins, shoppings ou passando pelas ruas, há sempre uma televisão ligada com o volume alto e várias pessoas assistindo ao desenho, gritando de repente a cada golpe, discutindo quem é o personagem mais forte ou ainda qual é o golpe mais poderoso. Ao ligar o rádio, o locutor está narrando as cenas do desenho.

Shaolin Soccer Chute

Ao fim do episódio, quando o personagem vence, tem mais gritaria e fogos. E no último episódio de cada temporada (dos vários desenhos que passam), as pessoas saem alucinadas, correndo pelas ruas, gritando, bebendo, correndo para um lado e para o outro com bandeiras de seu personagem favorito. Quando fã-clubes de personagens diferentes se encontram dá briga, confusão, pessoas saem feridas e outras acabam na delegacia. Para chegar em casa, você tem que evitar passar por alguns lugares para evitar estas confusões.

Mas… Ufa! Finalmente acabou o dia! Nada mais de desenhos japoneses até amanhã de manhã, quando todos estarão comentando sobre o episódio do domingo…

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Depois do Globo Reporter, vem aí Bruno Reporter!

Posted by Bruno Fontes on abril 13th, 2010

Ou ainda: Ônibus enguiçado na Avenida Brasil.

Sexta-feira a noite, você sai do trabalho, está voltando pra casa de ônibus quando de repente… fumaça!

Muita fumaça e o ônibus para, exatamente na pista rápida da Avenida Brasil. Alguns passageiros ficaram preocupados, achando que poderia ser fogo. Todos tiveram que descer e esperar por mais de meia hora um outro ônibus.

Como estava com o smartphone na mão, gravei tudo e fiz uma pequena edição:

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Onde reclamar?

Posted by Bruno Fontes on abril 9th, 2010

Você leu o jornal de manhã, sabe que agora vão cobrar uma taxa para iluminação. Fica meio indignado, mas não tem muito o que fazer. Se arruma e vai para o trabalho quando, no caminho, percebe que as luzes dos postes estão acesas durante o dia.

Revolta, claro, o que mais passaria pela cabeça nestas horas? Sua primeira reação é reclamar com a pessoa que estiver mais próxima. Depois passa a indignação e você a esquece, mas a lâmpada continua lá, acesa. Mesmo que um amigo diga para você reclamar, você sabe que não adianta. De mais a mais, onde iríamos falar disto? Fazer uma carta e enviar para o jornal?

Isto pode até funcionar, mas o ideal mesmo é reclamar na concessionária. Mesmo que não resolvam o problema de início é gerado um protocolo, então passa a constar como uma reclamação oficial e o melhor de tudo, entra nas estatísticas.

É claro que não estou dizendo para você ligar reclamando como se fosse culpa da atendente. Reclamação é você relatar um problema, não descontar a sua raiva nos outros!

Mas a parte interessante é que, aproveitando o exemplo acima, se a Light não resolver o problema, você pode (e deve) reclamar diretamente com a Agência Reguladora, esta que é mais séria e normalmente resolve o problema. Neste caso em específico do nosso exemplo, deveríamos procurar a AGENERSA.

E assim como em uma empresa não reclamamos diretamente com o dono a cada mínimo problema, mas vamos escalando até que seja resolvido, se a Agência Reguladora não resolver, devemos ter o número de protocolo, nome do atendente, data e hora da ligação para que possamos reclamar dela para a Agência Nacional. E se ainda assim não resolver, escalamos no último ponto, a ALERJ.

A verdade é que é NOSSA a obrigação de relatar os problemas utilizando as ouvidorias das concessionárias e escalando se não resolvido. Então se a gente não fizer isto, nunca nada será resolvido! É como ocorre com a violência. Muitas vezes as pessoas deixam de registrar ocorrência nas delegacias por acharem que foi bobeira, algo pequeno ou que não vai adiantar. Mas se você não faz a queixa, a polícia NUNCA vai reforçar a segurança do local, pois não apresenta índice de criminalidade ali. Afinal, não tem nenhuma ocorrência registrada!

Resumindo tudo:

A cada reclamação é essencial você anotar:
- Número de protocolo;
- Data e hora da reclamação;
- Nome do atendente.

Como escalar o problema se não for resolvido:
1º – Fazer a reclamação com a concessionária (Light, Cedae, Metrô, SuperVia etc);
2º – Se não resolver, reclamar com a Agência Regulador;
3º – Se não resolver, reclamar com a Agência Nacional;
4º – Se não resolver, reclamar com a ALERJ.
 
 
Algumas Agências Reguladoras:

 
 
Agências Nacionais:

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