O domingo já acabou, a segunda começou bem e já dá para começar a voltar a tratar de assuntos mais sérios. Final de semana é sempre algo light, ninguém quer se preocupar com a questão do gerenciamento empresarial e financeiro de uma multi-nacional num sábado. Mas voltando ao título…

O início do Parapan me fez pensar um pouco sobre as pessoas com algum tipo de deficiência. E me fez reparar o quanto a sociedade, no geral, descrimina e exclui estas pessoas. Você quer provas?

Responda as seguintes perguntas:
1) Quantos filmes/desenhos tem personagens com algum tipo de deficiência você já viu?
2) Destes, quantos NÃO eram um cara super inteligente na cadeira de rodas?
3) Destes, quantos NÃO eram as pessoas engraçadas, que fazem o público rir?
4) Destes, quantos NÃO eram vilões super malvados?
5) Destes, quantos NÃO eram tratados como pessoas especiais, os quais todos morrem de pena?

Em desenho animado então, esquece. Gosto de desenhos, mas nunca vi ninguém aparecer com alguma deficiência, no máximo alguém fica temporariamente de cadeira de rodas quando se machuca.

Eles são pessoas como eu ou você que está lendo, sem tirar nem por. Para falar a verdade, eu ODEIO usar essa palavra que tanto escrevi aqui hoje (deficiente). Não consigo ver como deficiente alguém que em uma cadeira de rodas me humilharia jogando basquete! Pelo contrário, sou muito mais ele que eu!

Nossa sociedade, como um todo, não consegue aceitar quem é diferentes, existem rótulos e preconceitos tão embutidos, que as pessoas não chegam a perceber, como por exemplo a pequena discriminação contra cabeludos e canhotos, mas isto fica para um próximo post.

*PS.: O título do post faz menção a uma campanha fantástica que aconteceu há algum tempo, onde se podia ver várias fotos de uma menina com síndrome de down dançando, fazendo poses etc com a frase “Ser diferente é normal” escrito acima.

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