No fim da semana passada, a Path ganhou 2 convites para assistir ao musical O Despear da Primavera.
Por motivos um tanto quanto óbvios, fui acompanhá-la. Na verdade eu já estava com vontade de ir, umas semanas antes, mas outro$ fatore$ me impediram.

Ao chegar no teatro, a primeira surpresa: Eu estava com uma camisa exatamente da mesma cor do carpete e das cadeiras do teatro. Tirar uma foto da platéria ali poderia servir facilmente para um quadro do “Onde está o Wally?”.

Deixando os detalhes de lado, sentamos e esperamos alguns minutos para a peça começar. Ocorreu um atraso de aproximadamente 30 minutos, por problemas técnicos, e um dos atores estava com um pequeno corte na mão. Ainda assim a apresentação foi feita normalmente.

Logo no início a peça já vai dando a entender sobre o que fala e como fala. Apenas um pequeno detalhe na representação, mas já suficiente para começar a perceber o caminho que vai tomar.

Os atores, que eram bem jovens, mostraram uma incrível disposição e profissionalismo na atuação, assim como ao cantar, apesar de pequenas semitonadas em determinadas cenas por conta da movimentação em palco.
Já os músicos foram incríveis. Variações, mudanças rítmicas, tudo muito bem sincronizado e equalizado com a peça. Entretando, senti um pouco a falta de uma bateria mais “rasgada” em trechos onde o Rock marcava presença.
As cordas conseguiram mostrar suavidade e agressividade quando necessário, deixando claro não só a qualidade excepcional dos músicos, como também os arranjos maravilhosos.

O cenário foi ótimo: simples, porém bonito e bem representativo. Utilizando de técnicas de iluminação e pequenos recursos com fumaça, deram todo o clima necessário para um bom envolvimento na peça.

Mas o principal é a história, que apesar de escrita há 1 século atrás, ainda se mostra bem atual. Constrói-se um cenário um pouco gótico, mas de uma forma que leva a plateia a repensar seus conceitos e entender melhor a cabeça de alguns adolescentes.

Ainda que eu tenha gostado, devo acrescentar que nem tudo são flores e que houve um certo exagero em algumas cenas. É totalmente despresível esta necessidade de tentar chocar o público que, além de atrapalhar o andamento e entendimento do espetáculo, certamente vai afastar os mais puritanos.

Peço desculpas se houve algum erro no meu texto. Não estou revisando e ando bem cansado, mas queria escrever e publicar logo a minha crítica, antes que eu esqueça de alguns detalhes e/ou antes que a peça saia do teatro.

Se você quiser ler um review menos pessoal e com mais dados, não deixe de ler o Review do Musical O Despetar da Primavera, pelo Bits & Beijos.

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