A flauta é o mais antigo, o mais simples e, ao mesmo tempo, o mais complexo dos instrumentos. Complexo pelo seu caráter sutil e ao mesmo tempo essencialmente físico: um sopro, direto, vital, numa embocadura livre, aberta. O flautista, quando toca, não enxerga nem a sua embocadura, nem suas mãos. ele sopra num sopro que engaja todo seu ser. Ele se torna o próprio sopro vital, físico, espiritual. Odete Ernest Dias, flautista.

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