Os Zumbis da vida real

Posted by Bruno Fontes on dezembro 1st, 2009

Na ficção temos várias histórias diferentes sobre zumbis. Em um contexto geral, estas criaturas são mortos-vivos que não tem raciocínio. Elas tentam fazer apenas uma coisa: atacar, sem piedade, qualquer pessoa que encontrem.
Cada um que sofre um ataque zumbi, em poucas horas, acaba se tornando um deles. Perde-se a inteligência e caçando outras pessoas para atacar.

Na verdade, tirando a sua imagem horripilante de corpos em decomposição, esta história assemelha-se muito com uma muito popular entre a gente. Olhando com calma, já vi vários grupos de pessoas andando pelas ruas, destruindo tudo ao redor e, sem nenhum motivo, atacam covardemente outros grupos de pessoas semelhantes. Se deixar por conta apenas deles, muitos acabam feridos ou mesmo mortos, mesmo quem não tem nada a ver com a história.
Neste conto real, é a polícia que é obrigada a tomar conta dos grupos de pessoas como se fossem crianças, ou ainda animais selvagens, completamente sem raciocínio e com um único objetivo: atacar outros.

É isso mesmo, estou falando das torcidas de futebol que, nos dias dos jogos, obrigam o povo a se esconder.
Já ouvi das histórias mais bárbaras, e o pior, são aceitas com naturalidade. É como se fosse algo comum e corriqueiro.

Foto por Tabbymom Jen

Se já não basta os zumbis, digo, torcedores obrigarem a todos a acompanhar os jogos, gritando, soltando fogos, relatando, twittando e colocando várias televisões ligadas exibindo o jogo em toda a cidade, que assustam e tiram a atenção provocando acidentes diversos, elas agora também precisam de cuidados e necessidades especiais. Afinal, quando as pessoas deixam de ir trabalhar para ficar dias em uma fila (durante a semana) para comprar ingressos, sabendo que VAI ter confusão e obrigam a gente, que nada temos a ver com a história, a se preocupar e tentar fazer com que ELAS não se machuquem é, no mínimo, caso de necessidades especiais.

Não acredita no que estou dizendo, então olhem este link da grande @FimdeJogo:

http://www.fimdejogo.com.br/blog/2009/12/01/ingressos-para-flamengo-e-gremio-cheiro-de-confusao/.

Enfim, estamos ou não falando de zumbis, aqueles dos filmes, só que na vida real?

Resenha filme: Fama (Fame)

Posted by Bruno Fontes on novembro 18th, 2009

Simplesmente sensacional!

Esqueça todas as receitas de bolo de Hollywood, o filme Fama[bb] veio para mostrar, e muito claramente, o que acontece no mundo das artes por detrás das cortinas.

Muita gente acredita que ser músico, ator, dançarino é algo mágico. A pessoa nasce com talento, faz aula e pronto, será um ótimo profissional. A vida será ótima e acabou.
Mas na verdade, existem muitos problemas e dificuldades para quem quer chegar lá.

Acho que muitos aqui já sabem, mas eu sou músico e já fiz teatro. E apesar de estar em outra área hoje, o coração ainda bate forte quando falo das artes.

Assistindo o filme, preciso admitir que me emocionei em vários momentos. É impossível não se identificar do início ao final do filme, começando pela grande dificuldade em entrar para uma boa escola de artes. As provas, os anseios, as expectativas e os sonhos.
Conseguindo superar esta etapa, vem seguindo os professores super rígidos que muitas vezes, ao invés de estimular, só te jogam para baixo e te ameaçam. Ser apenas bom e se dedicar absurdamente não é suficiente.

E durante toda a correria, estudo e mais estudos, aulas teóricas, práticas, conseguir lidar com os egos etc, existe ainda a questão familiar. Os pais e parentes não confiam e sempre fazem de tudo para que você desista da área. Você, como estudante, não é visto como artista e nem com orgulho, mas como alguém que não quer nada com o “trabalho de verdade”.
E estes são apenas alguns dos pontos tão realistas e tão bem retratados neste grande filme que não é novo. A primeira versão foi gravada em 1980.

Sou muito crítico, mas hoje ficou bem difícil de contrariar o Kevin Tancharoen[bb], que não se esqueceu de nenhum detalhe, como a questão dos sonhos, de passar toda a sua vida se dedicando e acreditando naquilo, as frustrações, relacionamentos etc.

Desta vez preciso tirar o chapéu e me curvar diante desta obra tão precisa em todos os aspectos. E, principalmente, por não contar nenhuma história de uma pessoa em específico, mas sim de vários personagens simultâneos, durante um período de suas vidas.

Novamente aviso, se você gosta das grandes produções hollywoodianas, de histórias completas mostrando toda a vida dos personagens, desista! Em Fama você só vai ver um belo retrato da realidade…

#ShrekCamp #1 – Como foi

Posted by Bruno Fontes on novembro 15th, 2009

Vou fazer um post bem Ogro para comemorar o #ShrekCamp #1!

Preciso dizer alguma coisa?

Teve chopp, comida, Wifi, Twitter, muitas risadas, papo nerd, oficinas de como comer hambúrguer pelo @AleJohnny, moda no futebol pelo @Evidente e foi sorteado uma Backer (cerveja com aroma de chocolate).

É claro, além das conversas sobre mulheres!

As minhas fotos (tb ogras e sem edição) estão em:
http://www.flickr.com/photos/brunofontes/sets/72157622683007907/

Vestuário como forma de expressão

Posted by Bruno Fontes on novembro 13th, 2009

Roupa sempre foi sinônimo de expressão. A roupa que uma pessoa veste mostra muito sobre ela.
Facilmente você identifica grupos como roqueiros, skatistas, nerds, mauricinhos, patricinhas e até mesmo um pouco da personalidade, como as pessoas mais tranquilas, que não se importam em estar ou não arrumadas, as que querem mostrar que tem dinheiro etc.

Além disto, o tipo de vestimenta também varia muito do local em que está. Biquinis e sungas de banho são totalmente aceitáveis e bem vindos na praia ou piscina, pois eles tem a sua utilidade. Já fora delas, o uso é completamente desnecessário e incômodo.

Estes detalhes acabaram se tornando regras da sociedade. Não acredita? Então experimente ir de chinelo, bermuda e camiseta suja em um casamento!
Neste ponto, acredito que você concorde comigo que o tipo de roupa, dependendo do ambiente, causa uma impressão sua diferente nas pessoas. E a forma como você se veste pode, ou não, ser considerada inadequada ou mesmo proibida.

Ao fugir destes padrões impostos pela sociedade, você está aberto a críticas ou mesmo proibições. Em muitas lojas não se pode entrar sem camisa ou descalço. E ao insistir nisto, você sabe que será criticado. Ninguém vai em uma reunião com o cliente de tênis, bermuda e camisa florida sem saber o que está tentando causar.
E esta regra serve para qualquer situação. A gravidade de entrar em uma loja sem camisa, onde esteja uma placa proibindo isto ou andar de sunga pelas ruas é a mesma. Fatalmente um policial acabará sendo chamado.

Foto por Peter Davis
Foto por Peter Davis
Sou muito macho! Só gosto de usar uma roupa diferente…

Isso é claro e óbvio. Voltando ao início do texto, a roupa atua como uma forma expressão. Um homem que saia de vestido, baton e bolsa pelas ruas não tem como exigir respeito e querer que todos afirmem sua masculinidade. Ele será taxado de homossexual.

E finalmente entrando no caso Uniban, é exatamente isto que ocorre. Ao utilizar uma roupa inadequada ao local em que está, já com intenção de provocar (pois ninguém faz isto sem saber o que está fazendo), você vai ser criticada, vão fazer comparações as prostitutas, que são conhecidas por usar roupas muito curtas independente do lugar onde estão e, claro, pode acabar como no caso citado anteriormente de ser necessário chamar a polícia.

Se ela está certa ou não, quem somos nós para dizer? Mas assim como roubo é roubo, independente de ser uma maçã ou um carro 0Km, quebrar esta “lei” é considerado um “crime” para a sociedade. Seja utilizando um vestido curto ou indo de calcinha e sutiã para a universidade.

Google Wave

Posted by Bruno Fontes on novembro 12th, 2009

O que mais ouvi falar nos últimos dias, é que as pessoas não gostaram ou não entenderam para que serve exatamente o Google Wave. Porém ontem chegou a minha vez, recebi o convite e comecei a testar a ferramenta.

É claro, a lei de Murphy não falha. Logo após começar ocorreu o apagão no Rio, que me deixou na vontade.
Mas depois pude completar o teste e descobri uma fantástica ferramenta colaborativa!

Então se você ainda não entendeu como funciona e quer saber como usar o Google Wave, ou ainda ouviu dizer mas não sabe o que é, vou dar uma prévia.

Ao abrir, me lembrei um pouco do Microsoft Outlook, pastas na esquerda, junto com os contatos, a Caixa de Entrada (Inbox) ao centro, e o visualização das waves na direita.
Utilizando com mais calma, reparei que esta organização é personalizável, o que ajuda muito se você utilizar uma resolução menor.

A princípio, posso me arriscar a dizer que o Wave é uma mistura de e-mail, ou ainda do Gmail, com o Google Talk. Você pode enviar uma wave para a pessoa, que ficará na caixa de entrada dela até que ela entre e veja.
E se vocês dois estiverem online no mesmo momento, tem uma indicação de que a pessoa está online e um consegue ver o outro digitando, alterando ou incluindo qualquer coisa na Wave.
Cada insersão desta, que assemelha-se a uma mensagem de gtalk, chama-se blip.

Mas a grande diferença aí, é que você pode editar os blips enviados!

Agora pense nas possibilidades: Ao editar um blip, podemos organizar um material já enviado anteriormente e manter aquele “documento” (neste momento me lembra um pouco o Google Docs, com compartilhamento) sempre atualizado, com toda a linha do tempo e debate de como se chegou e porque se chegou naquela conclusão nos blips subsequentes.

Para melhorar ainda mais, cada wave pode ter vários participantes, e ser aplicados tags, tornando assim uma ótima ferramenta para fazer trabalhos de faculdade, pós ou mesmo trabalhar, quando se tem muita gente participando e precisa-se chegar a um resultado comum. Eu já estou usando com propósito parecido e digo, estou adorando!

Para finalizar com chave de ouro, além de ter a possibilidade de incluir anexos, fotos, vídeos etc nos blips diretamente, ou por meio de busca no Google de dentro do próprio wave e o inserir, a Google abriu as portas de vez para a inovação, permitindo a instalção de plugins!

Para ser perfeito mesmo, só faltou o Wave aceitar receber e-mails, já que utiliza o mesmo padrão de endereçamento para seus contatos. Pelo menos nos testes que fiz, não recebi mensagem de erro ao enviar um e-mail para o meu Google Wave, mas também não recebi o e-mail no Wave.

É óbvio, a ferramenta acabou de ser lançada e ainda tem alguns pequenos bugs, mas nada que não seja corrigido durante o tempo.

E você, já usou? Gostou? Odiou? Deixe sua opinião aqui!

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