segunda-feira, 9 de novembro de 2009

#ShrekCamp ou #BolinhaCamp

Ogros são sempre ogros, mesmo que disfarçados de nerds.

Foi pensando nisso, que resolvemos abrir este espaço. Enquanto nossas namoradas, noivas e esposas estão no #LuluzinhaCampRJ, nós, ogros de carteirinha, vamos aproveitar o espaço e ter o nosso encontro!

O motivo principal é falar de nossos assuntos preferidos. Muito video-game, RPG, seriados, cultura nerd e qualquer outro papo que for de interesse na hora! É claro, tudo isso movido a cerveja!





Mas além disto, vamos aproveitar para rivalizar com as meninas! Mostrar para elas como é que se faz um evento de verdade, um evento ogro de verdade! E para isso adotamos um segundo nome, o #BolinhaCamp.

O dia e horário é muito fácil, o mesmo delas: 14/11/09, das 13h às 19h.

E o local: Devassa Flamengo. Assim podemos deixá-las no #LuluzinhaCampRJ e correr pro bar evento!

Mapa do local: http://migre.me/b5zb


Para se inscrever, é só clicar aqui: http://migre.me/aNDz

E se quiser falar com os organizados, é só entrar em contato comigo (@brunofontes) ou com o Pedro Cardoso (@pedrocardoso)


Acompanhe o que andam falando sobre o #ShrekCamp / #BolinhaCamp na barra lateral!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O país do medo

Você acorda de manhã, dá aquela caminhada gostosa até a padaria em uma manhã de sol. É um sábado, você não precisa ter pressa. Pode aproveitar para se distrair e relaxar quando ouve um estampido. Qual a primeira reação? Olhar ao redor e garantir que não é tiro.
Agora se fosse a noite que você estivesse indo na mesma padaria, nem tranquilo de casa sairia. Pior, talvez ficasse receoso de ir a pé.

Essa é a realidade do brasileiro. Não importa o dia, local ou horário, se está no Brasil, o medo é constante.
Medo de tiro, medo de assalto, sequestro relâmpago, roubo de carro, bater carteira, bala perdida, troca de tiros entre bandidos, guerra de tráfico ou até mesmo de levar fechada no trânsito, dar aquela buzinada e ser surpreendido com uma arma de quem o fechou apontada pra você.

O medo é tão grande que as pessoas deixam de sair, isso enfraquece o comércio, deixa o bairro mais triste e mais vazio, o que faz com que ele fique mais perigoso e se aumente o medo, gerando assim uma bola de neve.

Cores da noiteHoje temos o toque de recolher, não oficial, mas quem teria coragem de estar a pé, na rua, depois da meia noite?
As praças e parques são de uso quase exclusivo de moradores de rua. Para saber do que falo, basta sair da pequena área que é a Zona Sul do Rio e se aventurar por qualquer outra região. Centro, Zona Norte ou Zona Oeste! O que já era perigoso na Zona Sul, virou um "cada um por si" generalizado.

Me lembro que quando era menor, meus pais ficavam mais tranquilos quando havia polícia por perto. Hoje fico mais assustado, nunca se sabe quando algum marginal vai atacá-los. E se eu estiver passando por perto na hora?
Se estiver passando e vir muitos carros de polícia no bairro, o medo fica de lado e dá espaço ao pânico. Grande policiamento em um mesmo local no Rio significa que a situação está crítica.

Photo by Bruno FontesE se até a polícia tem medo dos bandidos, que fica mais claro em casos de roubos de carros, onde alguns policiais se recusam a subir favelas alegando ser perigoso, imagina para o cidadão comum?

O medo é tanto, que as vezes não se tem informações exatas se realmente está acontecendo algo em um bairro. Quem mora no local não tem coragem de sequer olhar pela janela, e os demais não tem coragem de ir até o local averiguar.

Neste final de semana alguns criminosos derrubaram um helicóptero da polícia a tiros. E agora, o que mais vai ser?
A regra continuará sendo ficar em casa? Continuando assim, nem poder mais ir trabalhar eu vou.

E como explicar para o meu filho, o dia que eu tiver, que ele não pode ter amigos ou brincar na rua pois é perigoso? Que os barulhos que ele ouve a noite são tiros, e os traçantes vermelhos não são fogos?

Se isto tudo não significa mais que o país está completamente entregue ao caos, eu não quero saber o que a expressão significa. Pra mim, o que acontece hoje já é pior do que o aceitável.


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Acho que aqui em cima eu estou seguro...


Mas como mudar? Difícil questão. Que político tem coragem de enfrentar toda esta criminalidade? Que juiz não aceitaria uma boa propina, sabendo que recusar poderia significar a morte de algum parente?

Então se não dá para começar por cima, que comece por baixo. Aqui, comigo e com você, ajudando a passar a maior quantidade de informações sobre tudo possível. Procurando votar não naquele que trará benefícios apenas para a sua carreira em específico, mas aquele político que tem visão geral do país e quer melhorá-lo como um todo!
Que tal utilizar mais o Disque Denúncia? Ou ainda tentar chamar a atenção de quem estiver no local ou mesmo da polícia sempre que ver algo estranho?

Como minhas ideias ainda estão um pouco limitadas, acabei de pensar neste post e escrever, então deixe sua ideia aqui. Vamos tentar chegar a um acordo de como transformar o nosso país em um lugar mais seguro para se viver.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Os "espertos" no trânsito

Mais um post sobre trânsito, mas não é para menos, já que cariocas não sabem dirigir.
Vejo inúmeras vezes pessoas avançando sinais vermelhos para andar a incríveis 50 Km/h em estradas de 80 ou 90 Km/h. Se não está com pressa, então avança pelo simples prazer de fazer o errado ou causar acidentes.

Mas só para complementar o que digo, vejam este vídeo que gravei na Av. Brasil. Reparem na irresponsabilidade dos motoristas! Não é esse o tipo de trânsito que eu quero na minha cidade!



E você, também faz isso? Costuma pensar sempre no próprio umbigo e esquece que, se todos colaborarem, o trânsito vai ser muito mais tranquilo para todos?

Procurem andar corretamente, siga a sua pista, mantenha a velocidade do limite máximo da pista, se quiser andar devagar, utilize SEMPRE a pista da extrema direita. A pista da extrema esquerda é APENAS para ultrapassagem, não para os veículos trafegarem. Não avance sinais, outro carro com velocidade pode estar passando e causar um acidente, onde será a frente do carro correto amassando a sua porta! E nunca utilize de recursos como saídas para retorno, faixa seletiva ou acostamento.
Além de complicar ainda mais o trânsito, engarrafam estas vias que são utilizadas por ambulâncias! Imagine se fosse alguém de sua família dentro da ambulância, necessitando chegar rápido ao hospital, porém as vias de passagem estão fechadas por "espertos" que querem apenas ultrapassar alguns carros e ganhar poucos segundos no trânsito?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Despertar da Primavera

No fim da semana passada, a Path ganhou 2 convites para assistir ao musical O Despear da Primavera.
Por motivos um tanto quanto óbvios, fui acompanhá-la. Na verdade eu já estava com vontade de ir, umas semanas antes, mas outro$ fatore$ me impediram.

Ao chegar no teatro, a primeira surpresa: Eu estava com uma camisa exatamente da mesma cor do carpete e das cadeiras do teatro. Tirar uma foto da platéria ali poderia servir facilmente para um quadro do "Onde está o Wally?".

Deixando os detalhes de lado, sentamos e esperamos alguns minutos para a peça começar. Ocorreu um atraso de aproximadamente 30 minutos, por problemas técnicos, e um dos atores estava com um pequeno corte na mão. Ainda assim a apresentação foi feita normalmente.

Logo no início a peça já vai dando a entender sobre o que fala e como fala. Apenas um pequeno detalhe na representação, mas já suficiente para começar a perceber o caminho que vai tomar.

Os atores, que eram bem jovens, mostraram uma incrível disposição e profissionalismo na atuação, assim como ao cantar, apesar de pequenas semitonadas em determinadas cenas por conta da movimentação em palco.
Já os músicos foram incríveis. Variações, mudanças rítmicas, tudo muito bem sincronizado e equalizado com a peça. Entretando, senti um pouco a falta de uma bateria mais "rasgada" em trechos onde o Rock marcava presença.
As cordas conseguiram mostrar suavidade e agressividade quando necessário, deixando claro não só a qualidade excepcional dos músicos, como também os arranjos maravilhosos.

O cenário foi ótimo: simples, porém bonito e bem representativo. Utilizando de técnicas de iluminação e pequenos recursos com fumaça, deram todo o clima necessário para um bom envolvimento na peça.

Mas o principal é a história, que apesar de escrita há 1 século atrás, ainda se mostra bem atual. Constrói-se um cenário um pouco gótico, mas de uma forma que leva a plateia a repensar seus conceitos e entender melhor a cabeça de alguns adolescentes.

Ainda que eu tenha gostado, devo acrescentar que nem tudo são flores e que houve um certo exagero em algumas cenas. É totalmente despresível esta necessidade de tentar chocar o público que, além de atrapalhar o andamento e entendimento do espetáculo, certamente vai afastar os mais puritanos.



Peço desculpas se houve algum erro no meu texto. Não estou revisando e ando bem cansado, mas queria escrever e publicar logo a minha crítica, antes que eu esqueça de alguns detalhes e/ou antes que a peça saia do teatro.


Se você quiser ler um review menos pessoal e com mais dados, não deixe de ler o Review do Musical O Despetar da Primavera, pelo Bits & Beijos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Natural até na COR

Não precisou muito. Uma volta corrida para casa, a fome apertando e uma casa de biscoitos no caminho foram o suficiente.

Comprei um biscoito, abri o pacote, retirei um e mastiguei. A sensação era tão boa que fechei os olhos e, ao abrir, estava em minha casa, sentado no chão, com meus 10 anos novamente. Um saco de Skiny aberto em minhas mãos, a figurinha, agora já lambida para limpar o resto do biscoito na outra e a boca cheia, mastigando.

Dava para ouvir outras crianças brincando na rua, o filme da Sessão da Tarde passando na TV. E aquele biscoito, que não dava vontade de parar de comer até que terminasse todo o saco.

Enquanto sentia o aroma de café, que vinha da cozinha, assistia TV pensando que logo poderia sair para brincar. Meus amigos na rua me esperavam, apesar do filme estar muito bom.

Ainda sem ter acabado de comer todo o biscoito, pego a figurinha, olho melhor pra ela, verifico se é adesivo e procuro um lugar para guardar. E dá-lhe comer biscoito. Mas ao levar novamente a mão no pacote, não encontro muitos, observo um último biscoito, o qual pego sempre pensando que o último é o mais gostoso.
Mastigo lentamente, de olhos fechados, aproveitando o máximo do sabor.


Ao acabar, estou de volta no ônibus, na correria do centro do Rio, pessoas falando alto, barulho do motor dos carros, buzinas e uma longa viagem pela frente até minha casa. Foi bom enquanto durou, mas amanhã, ah, com certeza tem mais!


*Este não é um post patrocinado. Sempre preferi o Skiny à outros biscoitos semelhantes.