Você acorda de manhã, dá aquela caminhada gostosa até a padaria em uma manhã de sol. É um sábado, você não precisa ter pressa. Pode aproveitar para se distrair e relaxar quando ouve um estampido. Qual a primeira reação? Olhar ao redor e garantir que não é tiro.
Agora se fosse a noite que você estivesse indo na mesma padaria, nem tranquilo de casa sairia. Pior, talvez ficasse receoso de ir a pé.
Essa é a realidade do brasileiro. Não importa o dia, local ou horário, se está no Brasil, o medo é constante.
Medo de tiro, medo de assalto, sequestro relâmpago, roubo de carro, bater carteira, bala perdida, troca de tiros entre bandidos, guerra de tráfico ou até mesmo de levar fechada no trânsito, dar aquela buzinada e ser surpreendido com uma arma de quem o fechou apontada pra você.
O medo é tão grande que as pessoas deixam de sair, isso enfraquece o comércio, deixa o bairro mais triste e mais vazio, o que faz com que ele fique mais perigoso e se aumente o medo, gerando assim uma bola de neve.
Hoje temos o toque de recolher, não oficial, mas quem teria coragem de estar a pé, na rua, depois da meia noite?
As praças e parques são de uso quase exclusivo de moradores de rua. Para saber do que falo, basta sair da pequena área que é a Zona Sul do Rio e se aventurar por qualquer outra região. Centro, Zona Norte ou Zona Oeste! O que já era perigoso na Zona Sul, virou um "cada um por si" generalizado.
Me lembro que quando era menor, meus pais ficavam mais tranquilos quando havia polícia por perto. Hoje fico mais assustado, nunca se sabe quando algum marginal vai atacá-los. E se eu estiver passando por perto na hora?
Se estiver passando e vir muitos carros de polícia no bairro, o medo fica de lado e dá espaço ao pânico. Grande policiamento em um mesmo local no Rio significa que a situação está crítica.
E se até a polícia tem medo dos bandidos, que fica mais claro em casos de roubos de carros, onde alguns policiais se recusam a subir favelas alegando ser perigoso, imagina para o cidadão comum?
O medo é tanto, que as vezes não se tem informações exatas se realmente está acontecendo algo em um bairro. Quem mora no local não tem coragem de sequer olhar pela janela, e os demais não tem coragem de ir até o local averiguar.
Neste final de semana alguns criminosos derrubaram um helicóptero da polícia a tiros. E agora, o que mais vai ser?
A regra continuará sendo ficar em casa? Continuando assim, nem poder mais ir trabalhar eu vou.
E como explicar para o meu filho, o dia que eu tiver, que ele não pode ter amigos ou brincar na rua pois é perigoso? Que os barulhos que ele ouve a noite são tiros, e os traçantes vermelhos não são fogos?
Se isto tudo não significa mais que o país está completamente entregue ao caos, eu não quero saber o que a expressão significa. Pra mim, o que acontece hoje já é pior do que o aceitável.
Acho que aqui em cima eu estou seguro...
Mas como mudar? Difícil questão. Que político tem coragem de enfrentar toda esta criminalidade? Que juiz não aceitaria uma boa propina, sabendo que recusar poderia significar a morte de algum parente?
Então se não dá para começar por cima, que comece por baixo. Aqui, comigo e com você, ajudando a passar a maior quantidade de informações sobre tudo possível. Procurando votar não naquele que trará benefícios apenas para a sua carreira em específico, mas aquele político que tem visão geral do país e quer melhorá-lo como um todo!
Que tal utilizar mais o
Disque Denúncia? Ou ainda tentar chamar a atenção de quem estiver no local ou mesmo da polícia sempre que ver algo estranho?
Como minhas ideias ainda estão um pouco limitadas, acabei de pensar neste post e escrever, então deixe sua ideia aqui. Vamos tentar chegar a um acordo de como transformar o nosso país em um lugar mais seguro para se viver.